Não tem como falar dos meus melhores sem mencionar as séries. Em 2006 já tinha visto muita coisa, mas nada que se compare a 2007. A cada dia aparece uma série nova e o tempo disponível para acompanhá-las parece sempre diminuir. Várias vezes me vi numa cilada pra decidir o que priorizar e assistir, tamanha a quantidade de opções. São várias as que eu citaria, mas ficarei com as 10 que mais me chamaram a atenção em 2007.
Dexter - 1ª temporada Não é só a melhor série que do ano como foi umas das melhores coisas que já vi na vida. Com um texto espetacular e protagonizado pelo inspirado Michaell C. Hall, que mistura o seu carisma com o tom enigmático, a série surpreende em retratar o dia-a-dia e a filosofia de vida de um serial-killer, que ajudado pelo seu pai no passado, cria um código de ética próprio e tenta usar a sua característica/disturbio/doença da melhor maneira possível. Bom elenco de apoio, direção competente e uma trama redonda, com a profundidade exata para o que se propõe e com um desfecho redondo e surpreendente. Dá até medo de que a segunda temporada (que não vi ainda) não esteja a altura e estrague tudo.
E ainda, pra fechar, tem uma das melhores aberturas já realizadas:
House - 1ª/2ª/3ª temporada A primeira e segunda temporadas já foram comentadas aqui e a expectativa para a terceira era grande. E ela surpreendeu muito, infelizmente pelos seus pontos negativos. Os primeiros episódios iniciaram a temporada muito bem, com o House de sempre, mas digamos, de fôlego renovado (quem ver a série entenderá). Pena que essa sacada se resolveu mais rápido que eu esperava e logo colocaram outra (quem ver saberá qual é) que se alongou muito mais do que deveria e deixou a temporada muito aborrecida. O negócio ficou tão chato que até seus discípulos quiseram abandonar o barco. Mesmo assim, a série tem muito crédito comigo, e ouvir as tiradas de Hugh Laurie acabam sempre valendo o ingresso (se tivesse um) e mantenho a esperança que a coisa irá melhorar na quarta temporada.
Lost - 3ª temporada Olhando a temporada como um todo, a temporada ficou devendo muito. Com vários episódios fracos, principalmente os 6 primeiros que antecederam a pausa de mais de 2 meses, todos que acreditam que a série terá um final a altura e coerente ficaram muito preocupados. Ainda tivemos várias encheções de liguiça, como a aparição do Rodrigo Santoro, por exemplo, e que deixaram o andamento da série muito comprometido. Por outro lado, tivemos vários episódios de cair o queixo, várias revelações importantes e o melhor final de série do ano. Final do mês começa a quarta temporada, e com certeza estarei lá.
The Office - 1ª temporada Série absurdamente engraçada. Em apenas seis episódios, The Office mostra com brilho que o mundo corporativo está muito longe que vemos na Você S.A. Gosto de todos os personagens, mas os papéis de Steve Carrel e Rainn Wilson são um resumo absurdo e facilmente identificáveis para qualquer um que trabalho em escritório. Temporada enxuta e que te deixa babando para querer ver as outras. Felizmente tem mais três temporadas (mais longas) pela frente.
30 Rock - 1ª temporada Nunca fui grande fã de Saturday Night Live e também nunca tinha ouvido falar em Tina Fey. Felizmente, com no mundo de hoje, com torrents e tudo mais, sempre podemos corrigir nossos erros. 30 Rock me mostrou que posso achar graça de uma série mesmo não entendendo quase metade das piadas. Todo elenco é engraçado com destaque para a própria Fey, Jack McBrayer e Alec Baldwin, que criou um ótimo personagem (na verdade parece que ele NÃO está interpretando) e mantêm uma boa química com Fey. Vale uma conferida na segunda temporada.
Prison Break 2ª temporada Depois de uma primeira temporada eletrizante, a segunda temporada acabou devendo em vários momentos. Não sei se isso aconteceu pela quantidade enorme de personagens que fugiram e precisavam ter suas histórias terminadas, e com isso acabou atrapalhando o ritmo da história, ou eles ficaram confusos em desenvolver a trama fora da prisão. A impressão que dá é que foi pelos dois motivos, já que no decorrer da série procuraram matar vários personagens e também criaram a 'Sona', prisão Panamenha que deixava Fox River no chinelo e parecendo um clube de campo. Isso fez com que a série terminasse muito bem e com fôlego para a terceira temporada. E se os irmãos carregam a série com muita intensidade, tenho que destacar Robert Knepper, que interpreta um dos vilões mais assustadores e cruéis da televisão.
Roma - 2ª temporada Conseguiu manter o nível da primeira temporada. Tramas políticas, o conflito das mulheres romanas (as personagens de Servília e Átia, por exemplo, estão ótimas), alguns exemplos dos costumes da época e o foco nos plebeus (Pulo e Vorenus) e muita putaria. Infelizmente a série se tornou muito cara e não foi possível continuá-la.
The Lost Room Ótima mini-série (3 episódios de 1h30) de ficção científica, indicação do Renato. Uma grande idéia e feito num ritmo alucinante, se você estiver disposto e disponível, vai querer assistir os três numa passada só. O que talvez desagrade alguns é que a trama não fica 100% fechada, mas é uma boa idéia, já que assim não precisam se preocupar em contentar o público em explicar tudo certinho e ficam longe de furos de roteiros. Sem dizer que também serve como brecha para uma possível segunda temporada.
Nip/Tuck - 1ª temporada Mesmo que seja mais uma variação do já manjado-mais-ainda-não-esgotado gênero médico, Nip/Tuck vale mesmo para acompanhar a trajetória do divertido Christian Troy, que com seu charme e os figurinos discretamente roubados do Miami-Vice, passa a régua na mulherada de Miami e faz uma cagada atrás da outra. Não devo ver todas as temporadas (são cinco), mas ainda quero acompanhar mais uns episódios da figura. Além da mulherada linda que passa pelo crivo do cirurgião, tem de gorjeta a participação do clone do Michael Jackson
Big Love - 1ª temporada A série mais cansativa que vi esse ano. A premissa me deixou muito empolgado, mas caiu por terra logo nos primeiros episódios. Mesmo sendo tentadora, a idéia de se ter uma família com três esposas só apresentou desvantagens e eu terminava o episódio exausto tamanho o caos na família Henrickson. Os dilemas morais, os ciúmes entre as esposas, os questionamentos dos filhos diante da situação de estar numa família diferente, a preocupação com a sociedade, todas questões muito interessantes e que até valeriam a pena de acompanhar, não fosse as insuportáveis intrigas, quase sempre envolvida com a Chloe Sevigny, que faz um ótimo trabalho, mas numa pessoa tremendamente irritante. Quando já estava desistindo da série, no final da temporada até tentaram esboçar uma redenção familiar (principalmente no episódio do batismo e da mãe do ano) para trazer a idéia de união. Foi muito legal e deu uma levantada na série, mas para mim já era tarde demais e mesmo sabendo do seu potencial, preferi jogar a toalha, não acompanharei mais.
Sei que estou atrasado, mas antes que 2009 chegue quero fazer um pequeno balanço de 2007.
Por 2006 ter sido excelente, havia preparado vários planos para 2007, que tinha tudo para ser um ano muito bom, e até começou bem. Levei a academia mais a sério (participei de duas corridas de 10km), voltei ao curso de italiano, vi o Festival de Teatro de Curitiba do jeito que eu sempre quis fazer, estava em dias com meus filmes, enfim, tudo na tranquilidade.
Pois bem, infelizmente, os eventos de abril me passaram uma puta rasteira. Mesmo mantendo o bom humor, foram dias difíceis e usei a tática de não deixar a ficha cair por completo para que não o chão não sumisse e o tranco fosse ainda maior. Na base do empréstimo e torrando o cartão de crédito fizemos o possível para que a imagem dantesca de ver a sua casa limpa fosse extirpada da memória. Nada como um dia após o outro, e ainda que existam seqüelas (se usa trema ¨ ainda?) a ordem das coisas vai se restabelecendo e à medida que o ano terminava a nossa vida voltava ao normal e até com um fôlego novo para 2008.
No blog, seria injusto comigo dizer que o abandonei, já que fiquei sem micro um bom tempo e sem tempo por causa do trabalho para atualizá-lo, mas posso dizer que pensei muito nele nesse ano e tenho bons planos para esse novo ano. Se conseguir executá-los em breve e se funcionar, tenho certeza que será muito bom pra mim e pra quem lê, se é que alguém ainda lê isso aqui.
Na cinefilia, devido à falta de $$, não pude cumprir nenhuma das duas promessas (ir a Mostra de SP e a uma Sessão do Comodoro) e nem ver meus amigos da lista. Não prometo nada, mas espero que alguma coisa dê certo esse ano. Como fiquei sem computador, também perdi as contas dos filmes que vi. Tenho a impressão que bati meu recorde pessoal (não é nada demais, por volta dos 170 filmes), mas nunca vou saber na verdade. Só sei que nunca tinha visto tantos lançamentos como agora (60), mas claro que ainda há espaço para melhorar muito esse ano.
De resto, as mesmas promessas de sempre: ver mais filmes, ler mais livros, fazer mais esportes, etc...
Obrigado pelas visitas esse ano (aumentaram em mais de 100%) e espero que continuem comigo. Mesmo que esteja de passagem, comente aí, sua mensagem é muito importante para nós!