Everybody lies

Desconsiderando a época de MacGyver, Barrados no Baile e Plantão Médico, nunca fui muito interessado em séries. Lá por 98, 99, acompanhei algumas temporadas de Friends, Dawson's Creek e Felicity, mas a se dedicar a faculdade, ir morar sozinho (e ficar sem TV a Cabo) impossibilitou que continuasse a assisti-las e larguei mão, só voltei a ter um interesse por elas há uns 2, 3 anos com o advento dos Box em DVD e, como dizem o pessoal do Series ETC, com a ajuda de Paul Torrent, consegui a liberdade para matar a curiosidade de ver as séries e poder assisti-las em poucos dias, ao contrário dos vários meses acompanhando na cabo. Depois de maratonas e mais maratonas assistidas, aos poucos vou comentando o que já passou na TV aqui em casa.
House (1ª e 2ª temporadas)     
Criado por David Shore, o ator inglês Hugh Laurie é Gregory House, especialista em diagnósticos do Princeton-Plainsboro Hospital de New Jersey. Manco e viciado em Vicodin, House é tão brilhante quanto sarcástico, e para torna-o ainda mais irreverente evita ao máximo o contato com o paciente, já que tem como lema a frase título do post e seu interesse é 100% nas doenças.
Laurie, no papel de sua vida, trabalha o personagem com muita habilidade, e mesmo com todo o seu cinismo e acidez consegue ser muito cativante. O roteiro usa muito bem essas características que lhe foram atribuídas durante as duas temporadas, onde pouco a pouco o conhecemos um pouco melhor e mesmo assim não descobrimos o motivo de tanta amargura.
Gostei também da maneira com que foram aproveitados os coadjuvantes. Quem mais se destacou com as participações e com um certo desenvolvimento do seu personagem foi o Dr. Wilson (interpretado por Robert Sean Leonard), amigo mais próximo do protagonista e com vários problemos no seu casamento. Ótimos os episódios em que Wilson sai de casa e mora uns dias com House. Senti um pouco de falta da personagem da Cuddy (Lisa Edelstein, foto abaixo), que mostrou ter uma química interessante com House, mas ficou só na ameaça. Por sinal, ela é lindíssima e sempre rouba a cena quando aparece. Adoro ela.
Dos médicos assistentes a mais interessante certamente é a Cameron (Jennifer Morrison), que bancou a chata várias vezes mas serviu como o lado da emoção, fazendo o contraponto racional de House, que volte e meia bancou o Jack Bauer com seus métodos pouco ortodoxos. Chase (Jessé Spencer) tem um jeitão dos médicos de antigamente e não mostrou nada muito importante (que eu lembre, pelo menos) e Foreman (Omar Eps) é interessantíssimo, mas tem um passado meio obscuro que não sabemos ainda do que se trata.
Praticamente todos os episódios vão do muito bom ao ótimo, sempre com problemas médicos bizarros (dizem eles que todos são casos raros e verdadeiros) envolvidos com dilemas éticos (geralmente nas atitudes de House) e questões relativas ao comportamente humano. E claro, todos com excelentes tiradas do médico mais feladaputa da TV.
PS: A terceira temporada já terminou nos Estados Unidos e está terminando por aqui no Universal Channel, às quintas-feiras.

Escrito por Marlonn às 19h48
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